{"id":6255,"date":"2019-07-29T00:00:00","date_gmt":"2019-07-29T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.posestacio.com.br\/?p=5419"},"modified":"2023-06-20T15:46:25","modified_gmt":"2023-06-20T18:46:25","slug":"pesquisa-associa-cncer-ao-consumo-excessivo-de-carne-bem-passada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.graduacaobr.com.br\/estacio\/pesquisa-associa-cncer-ao-consumo-excessivo-de-carne-bem-passada\/","title":{"rendered":"Pesquisa associa c\u00e2ncer ao consumo excessivo de carne bem passada"},"content":{"rendered":"\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tUma pesquisa da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da USP (FSP-USP) sugere que o preparo de carnes vermelhas em altas temperaturas pode estar associado ao risco de c&acirc;ncer e outras doen&ccedil;as. Os resultados apresentados na tese de doutorado em nutri&ccedil;&atilde;o &quot;<em>Consumo de carnes e aminas heteroc&iacute;clicas com fatores de risco para c&acirc;ncer&quot;<\/em> verificam em humanos uma associa&ccedil;&atilde;o que j&aacute; era estabelecida em pesquisas com animais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tDurante o estudo, a pesquisadora Aline Martins de Carvalho notou que 75% da popula&ccedil;&atilde;o de S&atilde;o Paulo consome excessivamente carne vermelha e processada, como hamb&uacute;rgueres, salsichas e&nbsp;<em>nuggets<\/em>. O dado foi levantado a partir dos par&acirc;metros do World Cancer Research Fund, &oacute;rg&atilde;o norte-americano de preven&ccedil;&atilde;o ao c&acirc;ncer, que recomenda que o consumo de carne se limite a 500 gramas por semana. Diante disso, ela se aprofundou na liga&ccedil;&atilde;o entre o consumo de carne vermelha e o desenvolvimento da doen&ccedil;a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tA pesquisadora esclarece que o risco est&aacute; associado principalmente &agrave;s carnes &ldquo;bem passadas&rdquo;, tendo em vista que durante o preparo em altas temperaturas s&atilde;o formados compostos carcinog&ecirc;nicos, indutores das muta&ccedil;&otilde;es que causam o c&acirc;ncer, nas partes torradas e escuras da carne, em pontos nos quais chega a quase queimar. Essas subst&acirc;ncias s&atilde;o compostos org&acirc;nicos nitrogenados, conhecidos como aminas heteroc&iacute;clicas. A pesquisa afirma que quanto mais bem passada, maior o teor dessas subst&acirc;ncias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tA metaboliza&ccedil;&atilde;o das aminas heteroc&iacute;clicas pelo f&iacute;gado gera esp&eacute;cies reativas, mais conhecidas como radicais livres, que d&atilde;o origem ao estresse oxidativo. Segundo a nutricionista, o processo acontece em todo o nosso corpo toda vez que a quantidade de radicais livres gerada &eacute; maior que a nossa capacidade de neutraliz&aacute;-los. &ldquo;As esp&eacute;cies reativas em excesso podem gerar danos a prote&iacute;nas, lip&iacute;deos e ao nosso DNA. Quando n&atilde;o h&aacute; repara&ccedil;&atilde;o desses danos, pode-se aumentar o risco de doen&ccedil;as&rdquo;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tOs estudos sobre o estresse oxidativo em humanos ainda s&atilde;o raros. Para a realiza&ccedil;&atilde;o da pesquisa, foram utilizados dados de um inqu&eacute;rito de sa&uacute;de com amostras de 560 pessoas da cidade de S&atilde;o Paulo. Ap&oacute;s extra&iacute;das amostras de DNA do sangue coletado, an&aacute;lises avaliaram a presen&ccedil;a de marcadores que permitiram estimar o estresse oxidativo e o dano ao DNA. A pesquisadora verificou uma associa&ccedil;&atilde;o positiva entre o consumo de aminas heteroc&iacute;clicas e tais marcadores e uma associa&ccedil;&atilde;o inversa entre estes e o consumo de frutas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n\tPara a preven&ccedil;&atilde;o do risco, recomenda-se consumir a carne cozida ou, antes de levar ao fogo, marin&aacute;-laem lim&atilde;o, alho e cebola. Coloc&aacute;-la no micro-ondas por tr&ecirc;s minutos tamb&eacute;m pode ajudar. A pesquisadora explica que marinar a carne em lim&atilde;o, alho e cebola previne a forma&ccedil;&atilde;o dos compostos carcinog&ecirc;nicos, possivelmente em fun&ccedil;&atilde;o dos compostos bioativos presentes nesses alimentos. Aquecer no microondas tamb&eacute;m reduz a forma&ccedil;&atilde;o de aminas heteroc&iacute;clicas, pois a pessoa tende a deixar a carne menos tempo no fogo.<\/p>\n<p>\n\t<em><strong>Um curso de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o &eacute; essencial &eacute; essencial para quem se destacar profissionalmente. Conhe&ccedil;a o curso de <a href=\"https:\/\/www.posestacio.com.br\/pos-graduacao-a-distancia\/tecnologia-de-alimentos\/2278\/22\">especializa&ccedil;&atilde;o em Tecnologia de Alimentos<\/a> da P&oacute;s Est&aacute;cio!&nbsp;<\/strong><\/em><\/p>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma pesquisa da Faculdade de Sa&uacute;de P&uacute;blica da USP (FSP-USP) sugere que o preparo de carnes vermelhas em altas temperaturas pode estar associado ao risco de c&acirc;ncer e outras doen&ccedil;as. 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